domingo, 11 de setembro de 2011

"Tarde da Fé"



Este não foi o nome dado ao evento, mas pela semelhança da esperiência narrada em meu último texto, estou nomeando assim, um longo encontro de crentes do Sri Lanka do qual participei, nesta última Sexta-feira.

Na verdade a semelhança com a experiência anterior foi mais no sentido de ter sido esta, também, uma experiência religiosa e na quantidade de horas de cada evento. Entretanto, ao contrário da sobriedade que encontrei na mesquita, a reunião dos cristãos do Sri Lanka foi marcada por uma grande excitação e fenômenos estranhos, mas em nada diferente do que acontece em outras partes do mundo, entre certos grupos chamados "neopentencostais".

A reunião teve lugar em uma Igreja Evangélica Livre e começou com um certo tipo de "entrada triunfal" dos pastores que iriam conduzir a parte principal do culto.

 

Depois de homenagens, apresentações e alguns rituais que não entendi, pois a cerimônia estava sendo realizada no singalês, língua do Sri Lanka, e não havia ninguém para traduzir, começou o período de cânticos e ministrações.


Este foi, de longe, a mais longa parte do evento. Muitos cânticos, danças, sopros, palitozadas, quedas e vômitos, coisas das quais havia muito ouvido falar e que meus olhos, naquele momente, contemplaram ao vivo e em cores, alías, muitas cores, já que o povo do Sri Lanka costuma vestir roupas bem coloridas.

Apesar de ter visto a Bíblia por lá, pelo menos nas mãos dos pastores, nada vi que pudesse ser definido como uma pregação ou exposição bíblica. Assim, confesso que a melhor parte foi a das músicas ritmadas e dançantes que foram entoadas. Eu mesmo, não fosse a timidez e o fato de estar ali para registrar e não para dançar, teria caído no samba, quer dizer, na dança, "linguagem" universal.












Depois de todo este registro, deixo para que outros façam o julgamento, especialmente os que gostam de discutir estes tipos de manifestações. Vale a constatação que, definitivamente, estes fenômenos estão globalizados e que a Igreja vive outros tempos, quer no Brasil, China, Sri Lanka, enfim, em todo o mundo.


Afternoon of Faith


This was not the name of this event, but given the resemblance to the event that I narrated in my last text, I'm
naming it "Afternoon of Faith", a long gathering of Christian believers from Sri Lanka to which I attended last Friday.

As a matter of fact, the resemblance to the previous event was due to the nature of both occasions: a religious expression of faith that lasted for many hours. However, differently from the previous gathering when composure was the general behavior of the crowd, this gathering of Christians from Sri Lanka was noticeable by the crowd's state of high excitement and the manifestation of weird phenomena, very much like one can see in other parts of the world among some Neopentecostal Christian groups.

The gathering took place in an Free Evangelical Church and it started with a type of "triumphal entrance" of the pastors who were going to lead the main part of the service.

Introductions, words of tribute and some rituals that I didn't quite understand because the language in use was Sinhalese (the language spoken by the Sinhalese people, the majority ethnic group in Sri Lanka) were followed by a period of ministration with singing.

This part of the gathering was the longest of the event. Many songs, a lot of dancing, people being "slain in the Spirit" (when the ministers blow on people and/or knock them to the floor with their jackets), some people throwing up, things I've heard of before but at this gathering I saw them with my very eyes, live and in color - in many colors, by the way, since Sri Lanka people usually wear very colorful clothing.

Although I spotted some Bibles in the hands of the pastors, I didn't see anything that could resemble  the ministering of the Bible through teaching or preaching. I have to admit, though, that for me the best part of it all was the rhythm of the songs that were being sang. I'm shy and, after all, I was there just to observe the event, otherwise I would have danced the samba as well, I mean, I would have danced.

After all said and done, after reading this report, you may judge the event for yourself. I think that people who like to discuss this type of manifestations will find it especially interesting. It's worth noticing that, definitely, these phenomena are part of the globalization era and that the Church has been experiencing new times in Brazil, in China, in Sri Lanka and all over the world.
Translation: Jean Herdy Iguatemy

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Noite da Fé


Dentro da mesquita

Na última Sexta-feira de Agosto tive uma experiência singular na Mesquita Um Al Ula aqui em Aman, Jordânia. Convidei-me para participar de uma vigília conhecida como "Noite da Fé", um dos princípais eventos do calendário muçulmano, quase ao término do prolongado período do Ramadã.

Como em outras ocasiões e encontros eu fui muito bem recebido e deixado à vontade para filmar e fotografar, como e de qualquer ângulo que eu quisesse, com exceção da parte reservada às mulheres, o que lamentei, pois para nós ocidentais é neste universo que encontramos as maiores diferenças culturais, começando pela maneira de se vestir.

No púlpito

O encontro começou pelas onze horas do dia 26 de Agosto e terminou às seis da manhã do dia seguinte. Milhares de pessoas ocuparam, durante toda a noite, especialmente a partir das duas horas da manhã, todos os espaços possíveis dentro da mesquita, partes adjacentes e, na falta de lugares mais apropriados e melhores, até a rua em frente à mesquita. Foi um belo encontro de demonstração de fé, repetido em todo o mundo muçulmano, naquele dia.


Para eles, a Noite da Fé, é um momento em que Allah (Deus) está mais próximo do adorador, sendo o momento mais oportuno, então, para que o fiel faça suas petições em razão de suas necessidades pessoais e familiares.

A noite foi dividida em várias etapas, com intervalos menores ou maiores entre elas, em que os fiéis se dedicaram à adoração e oração. O último destes momentos foi dedicado à confissão. Este foi o período mais emocionante e significativo, pois as luzes da mesquita foram desligadas e o povo permaneceu em pé, em sua maioria, durante cerca de uma hora, orando em contrição, confessando seus pecados e suplicando, à Allah, o seu perdão.

Foi uma noite longa e cansativa, mas creio que todos sairam alegres, como se viu ao término do encontro.

Havia uma boa equipe de organizadores e não houve qualquer desordem, tumulto ou problema durante o evento, apesar da multidão de mais de cinco mil pessoas, segundo os organizadores, aos quais, aliás, gostaria de agradecer pela forma efusiva com que fui recebido neste dia.

O Iman e eu com os organizadores




Night of Faith

On the last Friday of August I had an experience like no other: I went to a mosque called Um Al Ula, here in Amman, Jordan. I invited myself to attend to a vigil known as Night of Faith, one of the main events in the Muslim calendar, near the end of the extended period of Ramadan.

Like in other occasions, I was very welcomed to the event and was given the permission to film and to take pictures of whatever spot I'd choose, except of the section reserved to women, which was frustrating because for us, coming from the Western culture, the female universe expose us to the most noticeable cultural differences, starting with the way they fashion their clothing.

The vigil started around 11pm, August 26th, and ended up the next day at 6am. Thousands of people were to be found in all the available areas inside the mosque, especially around 2am, when the crowd sprawled even outside on the street in front of the mosque. It was a beautiful gathering of faith, which took place all over the Muslim world on that day.

For the Muslims, the Night of Faith is a time when Allah (God) is the closer to the believers, presenting them with the best opportunity for prayers and pleas regarding their personal needs, for themselves and for their family members.

There were several breaks during the vigil, some longer then others, during which the believers praised and prayed to Allah. The last part of the vigil was reserved to confessions. That was the most moving and impressive part of the vigil, when the lights were turned off and the great majority of the crowd stood up, for about one hour, praying and confessing their sins, begging for forgiveness to Allah.

It was a long and tiring night, but I believe that everybody left with joy in their hearts, as one could see by the end of the event.

There was a good amount of people working as part of the event's staff, therefore there was no commotion or disruption throughout the entire vigil, despite the huge crowd numbered over 5 thousand people, according to the reports of the event's organizers. As a matter of fact, I'd like to thank those who organized the vigil for welcoming me with open hearts to the occasion.


Translation: Jean Herdy Iguatemy

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jordânia - Terra da Promessa

Petra - A Câmara do Tesouro
Petra - A Câmara do Tesouro

Poucas pessoas sabem disso, me parece, mas a Jordânia também faz parte dos limites territoriais da Terra que foi prometida a Abraão e sua descendência. Naturalmente, o antigo Israel perdeu, definitivamente, a oportunidade da conquista desta terra há milênios passados e hoje, nesta parte da Terra da Promessa, está instalado um estável e dos mais pacíficos estados do Oriente Médio.

Citada na Biblia como terra dos amonitas, moabitas, amorreus e edomitas, a Jordânia foi ocupada, também, por nabateus, a partir do Século VII a.C. Estes, marcaram fortemente sua passagem nesta terra, sendo possível, ainda, encontrarmos abundantes materiais de sua presença pelos sítios arqueológicos, especialmente em Petra.


Subsequentemente, a região foi invadida e colonizada por egípcios, israelenses, assírios, babilônicos, persas, gregos, romanos, árabes muçulmanos, cruzados cristãos, turcos otomanos e, finalmente, os britânicos.
Em 25 de Maio de 1946 a Jordânia foi declarada um Estado independente pela Liga das Nações. De lá para cá, apesar das guerras seguintes à independência, especialmente contra Israel, este país vem se consolidando como um dos mais pacíficos, seguros e livres desta região.

Monte Nebo


Para o cristianismo a Jordânia tem um papel de grande importância, especialmente nos estudos das primeiras décadas da igreja. Aqui pode-se encontrar vestígios das mais antigas comunidades cristãs no mundo, especialmente na Cidade de Mádaba, conhecida como Cidade dos Mosaicos, distante trinta quilometros de Aman.


Mádaba





















Entretanto, mesmo em Gerash, entre escombros e ruínas, foram encontrados vários sinais da presença dos crentes dos primórdios do Cristianimo.

Gerash


A Jordânia, porém, não é somente história. Aqui, um país moderno está em desenvolvimento, se abrindo para o novo, arrastado pela corrente inevitável da globalização. Em Aman, Capital da Jordânia, por exemplo, embora por toda a parte possamos perceber as "rugas" que revelam sua idade...

Torre de vigia Amonita do Século XI a. C. em Aman


... encontramos, também, o vigor de uma cidade que se renova, rejuvenesce e cresce para um novo tempo e um novo mundo.













Indo para seus dois milhões de habitantes, Aman é uma das mais belas e agradáveis cidades do Oriente Médio. Ainda está por ser descoberta pelo fluxo de turistas que vem a esta região e priorizam, por questões religiosas ou interesses históricos, países como Egito e Israel. Especialmente os cristão, devem dar mais atenão a este país que tem muito a nos revelar sobre os primórdios da Igreja Cristã e que também foi tão importante no cenário do Antigo Testamento.

Convido à todos: Venha à Jordânia, Terra da Promessa!


Vídeo: Apresentação de um talentoso trio na Rainbow Street no Centro de Aman - Jordânia. Esta é uma das ruas mais movimentadas da noite jordaniana. Uma rua com cafés, restaurantes, cinema e área de eventos como o do vídeo.


Jordan - The Promised Land

It seems to me that few people know this, but the fact is that Jordan is within the limits of the land which had been promised to Abraham and his descendants. Obviously, the ancient Israel lost for good the opportunity to conquer that land thousands of years ago and, nowadays, this land hosts one of the most stable and peaceful governments in the Middle East.

In the Bible, Jordan is described as the land of the Ammonites, the Amorites and the Edomites. It had also been occupied by the Nabateans, in the VII century a.C. The Nabateans have left abundant traces of their presence in this land: to this day it's possible to find artifacts in its archaeological sites, especially in Petra.

Later, that region was taken and colonized by Egyptians, Israelis, Assyrians, Babylonians, Persians, Greeks, Romans, Muslim Arabs, Christians, Ottoman Turkeys and finally, by the British.

On May 25th, 1946, Jordan was declared by The League of Nations as an independent State. Since then, despite the wars that followed its independence, especially against Israel, this country has established itself as one of the safest, the freest and the most peaceful in that region. 

Jordan plays a very important role in the Christendom, especially in the studies of the first decades of the Church. In Mount Nebo one can find many traces of the most ancient Christian communities in the world, notably in the City of Madaba, known as The City of Mosaics, 30 kilometers from Amman. 

However, even in Gerash, among rubble and ruins, many traces of the presence of Christians from the early years of the Church were found.

Jordan is not just history, though. Jordan is a developing modern country, following the inevitable trend of globalization. For example, in Amman, the capital of Jordan, although one may notice the "wrinkles" that reveal its age, the vigor of a city that it's growing and renewing itself it's quite noticeable as well.

Amman has a population of about 2 million people and it's one of the most beautiful and pleasant cities in the Middle East. Tourists have yet to discover it: due to religious reasons and/or to historic interest, most tourists that come to this region make Egypt and Israel their tourist route priority. Christians, especially, should pay more attention to this country for it has so much to reveal about the beginnings of the Christian Church, not to mention its importance in the Old Testament.

I invite you all: come visit Jordan, The Promised Land!


Translation: Jean Herdy Iguatemy

domingo, 17 de julho de 2011

Protesto religioso em Aman


 Nesta Sexta (15.07.2011), acidentalmente, deparei-me com outro protesto religioso, mas agora em Aman na Jordânia e desta vez da parte de radicais muçulmanos que reivindicam aceleração nas reformas constitucionais, maior liberdade de expressão (dá prá acreditar?) e combate a corrupção.

Convocadas por um líder religioso, membro da temida Fraternidade Muçulmana, através de uma "fatwa", um decreto religioso, centenas de pessoas se reuniram em uma das princípais praças da cidade, ao lado de um prédio da prefeitura de Aman.

Um forte esquema de segurança impediu excessos, embora alguns incidentes tenham causado transtornos e confusão durante o protesto.

 A Fraternidade Muçulmana é uma organização radical islâmica que se ressente, não só na Jordânia, da crescente perda de espaço político e influência religiosa em uma sociedade cada dia mais secularizada e ocidentalizada, assim definida por eles.


Aqui na Jordânia, aliás, um problema bastante acentudado para esta corrente islâmica, pois sendo um país mais moderado, com uma forma mista de governo e há décadas liderado por reis que desfrutam de boas relações e prestígio com o Ocidente, as novas gerações tem crescido em um ambiente mais globalizado, coisa fácil de se constatar em uma simples caminhada pelas ruas de Aman, especialmente pela parte mais nova da cidade que, diga-se de passagem, é moderna e muito agradável.

Enquanto os religiosos faziam o seu protesto, o resto da cidade continuava sua vida, e os jornais locais (como por exemplo o The Jordan Times) criticavam a convocação, acusando-os de aproveitarem a presença de milhares de visitantes de outros países, especialmente da região do Golfo, presentes em Aman em razão de férias escolares, para provocarem instabilidade no país.

Abaixo, vídeo do protesto realizado em 15.07.2011.



Religious Demonstration in Aman


 Last Friday (07/15/2011), I happened to be in an area in Aman, Jordania, when I witnessed another religious demonstration. This time, the demonstrators were radical muslims that were demanding faster changes in the Constitution regarding more freedom of expression (can you believe it?) and stronger governmental actions against corruption.


A religious leader, member of the Muslim Brotherhood, gathered hundreds of people thru a "fatwa" (a kind of religious decree) in one of the main squares of the city, right by the City Hall of Aman.
During the event security was very tight, which prevented chaos, although some problems did occur and caused some confusion during the demonstration. 

The Muslim Brotherhood is a radical islamic organization that claims being politically and religiously ostracized (not only in Jordania) by a society that has been sucumbing to secular and Western influences.

In Jordania, by the way, the Western culture impact is a very noticeable factor - highlighted by this islamic group -since the government is a mix of various ideologies and for decades the leadership has been carried on by royal families who have a good relationship and prestige with Western leaders. The new generation has been brought up in a more globalized context, which one may easily notice just by going for a stroll on the streets of Aman, especially thru the newer part of the city, which is very modern and pleasant.

During the religious demonstration, the rest of the city kept on going with its daily activities and the local newspapers (like The Jordan Times, for example) critiscized the event, stating that it all took place this time of the year just to take advantage of the presence of thousands of visitors from other countries, especially from the Gulf region, given the fact that it is currently the school vacation time. The newspapaers also mentioned that the goal of such demonstration is to cause instability in the country.


Below: a video of the demonstration on 07/15/2011

Translation: Jean Herdy Iguatemy

 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Porque hoje é Shabat..."



Sempre com a máquina à tiracolo, flagrei um interessante evento neste último Sábado (09.07.2011): ia perambulando pelas ruas e eis que de repente me deparo com um tumultuado protesto de religiosos ultraortodóxos do Bairro Meah Shearim, em Jerusalém.

O tumulto era percebido de longe e a energia com que gritavam "Shabez" (Shabat em Ídish) me impressionou. Tive a sensação como se estivesse nos arredores de um estádio de futebol no Brasil, chegando ao encontro de uma torcida organizada.

Para mim, turista, foi uma cena inesquecível, interessante, mas também hilariante. Não deu para conter os risos diante das cenas que eu presenciei. Sei que para eles tratava-se de uma séria reivindicação religiosa, feita todos os anos, no período do verão, especialemente.

O objetivo é tentar barrar o movimento de carros pela proximidade do bairro no período do Shabat. Entretanto, apesar da força de seu protesto, pareceu-me difícil que sejam atendidos, até porque boa parte da população é contra eles, o que ficou evidente em alguns minutos que permaneci filmando o evento.

Na verdade a sensação que tive foi de uma cena anacrônica, pois apesar do peso da religião Jerusalém é uma Cidade moderna, que se seculariza a passos largos, como acontece em outros lugares de Israel.
Pressionada pelas demandas dos tempos modernos, pela globalização e por uma sociedade do consumo, trabalho-lucro e de certa "pandemia do ativismo", dificilmente Jerusalém resistirá a este cerco.

Desta forma, protestos como este que presenciei tendem a se tornar mais espetáculo do "folclore nacional" do que movimento eficaz de reivindicações religiosas.

Definitivamente, os ventos da secularização estão soprando sobre esta região, também.

Abaixo, algumas das cenas que registrei, sem a preocupação de editar os vídeos. Os outros estão em meu canal do Youtube.

Divirtam-se!



"For today is the Shabbat..." 
Last Saturday (July 9th, 2011) I was walking down the street, carrying my camera as always, when all of a sudden I noticed a religious protest carried on by ultra orthodox jews from the Meah Shearim neighborhood, in Jerusalem.
The protest could be noticed from quite a distance while the protesters chanted the word "Shabez" (Shabbat in Yiddish) with such energy that got me really impressed. I felt like I was near a soccer stadium in Brazil, approaching a group of people rooting for their team. 


As a tourist, this event was interesting, unforgettable, but also hilarious. I couldn't help but smile while watching such a scene. I know that the protestors were carrying it on as a very serious religious demand, which takes place every year, especially during summer.
Their goal is to try to block the traffic of cars in the vicinities of that neighborhood during the Shabbat. However, regardless the intensity of the protest, it seemed to me that they would hardly be heard on their demands, especially because most of the population is not in their favor, which was obvious to me during the brief period of time that I spent there while filming this "event".
The truth is: I felt like it was an anachronic scene because Jerusalem is a modern city (despite the strong presence of religion all over the place), a cosmopolitan city that advances fast towards secularism, like many other places in Israel. Because of globalization, the presure of modern times and the capitalist economy's demands, Jerusalem is bound to succoumb to the reality of new times.
As a result, protests like the one I've just mentioned above are going to be seen more like a showtime, part of the national folklore, and less like an efficient movement that would promote religious advances.
Most definitely, the winds of secularism are blowing over this region as well.
Below: some scenes I captured, without editing the videos. The others are posted in my channel on Youtube.
Enjoy it!
Translation: Jean Herdy Iguatemy

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Deixai Gilad ir!


Parafraseando o insistente clamor de Deus ao Faraó do Egito, transmitido por Moisés, quero associar-me, aqui, àqueles que tem clamado pela libertação do soldado Gilad Shalit, sequestrado pelo Hamas em 2005, na Faiixa de Gaza, quando ainda era um menino de 19 anos, somente. Um caso que ficou mundialmente conhecido, mas que após cinco anos de silêncio e esperançosa espera, está, igualmente, esquecido.

Se para o Governo de Israel Gilad é mais um soldado perdido e para o Hamas é um inimigo que pode ser utilizado como chantagem dentro do jogo político desta região, para familiares e outros ele é muito mais: trata-se de um filho, neto, irmão, amigo, enfim, alguém que tem uma história e que conviveu com pessoas que de fato o amam e se importam com ele (como pai de três filhos, posso imaginar a dor que estes pais estão sentindo).


Talvez muitos me digam: "não se meta onde não é chamado", mas como nos ensinam nossos livros sagrados somos todos responsáveis ou participantes, de alguma forma, nas tragédias e conquistas de nosso próximo. Assim ensinam o Corão e as Tradições Judaica e Cristã, como também, imagino, as religiões e filosofias orientais.

Se os textos da crição devem ser tratados como mitológicos, como nos dizem os ateus e muitos teógolos de nosso tempo, eles tem muito a nos ensinar acerca de conceitos fundamentais de nossa existência e um dos mais importantes é que temos uma origem comum, somos todos irmãos e fomos colocados no mundo para construir uma morada e não fazermos da terra e de nossas relações, caos e guerra.

Mais do que nunca a tecnologia nos coloca diante desta realidade. Se as grandes tragédias dos últimos tempos não tem sentido (e creio que é inútil a tentativa teológico-filosófica de tentar explicar estes fatos) elas nos ensinam que temos que construir um sentido para tudo isso e o maior deles é que a dor do outro tem que ser a nossa dor, também. Não podemos ser indiferentes às injustiças, aos clamores e sofrimentos do outro, seja de uma nação de um povo ou de um indivído. Não haverá paz na terra enquanto não nos concientizarmos que a questão da fome em alguns países da África não é um problema somente dos africanos, que terremotos, tsunamis e enchentes não são problemas somente dos que experimentam estas realidades.

É necessário avançarmos para uma consciência mais global e abandonarmos, definitivamente, os métodos de um passado onde o grito, o sequestro e as armas eram as soluções para os problemas.

Sei que a maioria de nós deseja o apocalípse, mas eu prefiro sonhar com o profeta Isaías e almejar o dia em que o leão pastará com o cordeiro e a criança brincará com a serpente em sua toca. O dia em que os homens não mais aprenderão a guerra e transformarão suas espadas em arados e seus intrumentos de morte em utensílios de vida e produção de alimentos.

Se o Hamas pretende adquirir o respeito e respaldo internacional para suas reivindicações (talvez o melhor caminho para resolver seus próprios problemas) é necessário que aprenda a sentar e dialogar. Talvez isso tenha que ser feito por anos, mas é necessário, e na medida em que se promovam encontros para negociações de paz, invista-se, também, em atividades de integração entre as partes (esporte e arte são excepcionais recursos para este fim). Além disso, as novas gerações precisam crescer juntas, desenvolvendo-se em uma cultura de paz e não de guerra, de amor e solidariedade e não de preconceito e ódio.

Se Hamas, Autoridade Palestina e Governo de Israel não se importam, existe um pai, mãe, irmãos, avós e amigos fazendo soar, hoje, o clamor de Deus pela libertação do filho, neto, amigo, enfim, do oprimido.

A este clamor me associo: "Deixai Gilad ir!"

Abaixo algumas palavras que seu pai me concedeu no sentido de associar outros ao seu clamor:


Let Gilad go! 
 
Borrowing the insistent demands of God to the Pharao of Egypt carried on thru Moses, I'd like to join those who have been demanding the liberation of Gilad Shalit, a soldier who was kidnapped by Hamas in 2005 in Gaza Strip, when he was just 19 years old. This event made news all over the world 5 years ago but now it's forgotten and still awaiting with hope.
 
For the government of Israel, Gilad is just another soldier who fell in the hands of the enemy and for Hamas, he is an enemy of war who can be used as part of the politics in that region. However, for his family and many others, he is much more: he's a son, a grandson, a brother, a friend, a person with a story, a man who lived among so many who love him and care for him (I have three kids myself and I can only imagine the suffering that his parents are going through).
 
Some people may tell me: "mind your own business", but our sacred books teach us that we're all responsible and participants, in one way or the other, of tragedies and achievements of our neighbors. The teachings of the Alcoran and the Jewish and Christian traditions teach us our responsability - and I assume that similar teachings can be found in Eastern religions and philosophies.   
 
Although Atheists and many theologians say that the sacred narrations of creation must be viewed as mithology, these very narrations have lessons to teach us regarding the fundamentals of the human existence. One of the most important lessons is that we all have one common ground of origin, that we're all brothers and sisters and that we have been put in the world to build a human habitat and to not create chaos and war.
 
More than ever before, today's technology makes this clear. Immense tragedies of our times have no meaning (I believe that there's no point in trying to explain these tragedies through theological-philosophical thinking). Tragedies teach us that we have to find a way to make sense of it all and the meaning of it all is that our neighbors' pain must be ours as well. We must not be indifferent to unjust actions, to our neighbors' suffering, whether may be a nation, a group of people or a person. There won't be peace on Earth until we see that, for example, the problem of hunger in some countries in Africa is not solely an African problem; that earthquakes, tsunamis and floods are not problems that affect only those directly impacted by these natural disasters.
 
We need to advance towards a worldwide consciousness and to let go, once and for all, of trying to achieve goals through kidnapping, guns and other ways that belong to the past.
 
It's my understanding that most of us desire the Apocalyspe but I'd rather dream like the prophet Isaiah and to desire to see the day when the the calf and the yearling will be safe with the lion and the infant will play near the hole of the cobra; the day when men will no longer learn war, when they will hammer their swords into plowshares and their spears into pruning hooks, tools of food production and life.
 
If Hamas plans on gaining international respect and support to its demands (maybe the best way to solve its own problems), Hamas needs to learn how to dialogue. It's a task that needs to be carried on for years as peace negotiations take place. Meanwhile, it needs to promote integration activities between the parties involved (sports and arts are excellent resources to achieve integration). Besides that, future generations need to grow together, in a culture of peace, not war, of love and solidarity, not prejudice and hate.
 
If Hamas, the Palestinian Authority and the government of Israel don't care, there is a father, there is a mother, there are sibblings, grandparents and friends who make their voices heard today, as God crying out for the liberation of the son, the grandson, the friend, the oppressed.
 
I join in the crying out: "Let Gilad go!"

See above some words that your father gave me so others may join in his cry out
Translation: Jean Herdy Iguatemy

domingo, 19 de junho de 2011

Entrevista com o Dr. All Nucciarone, pastor da Igreja Batista de Jerusalém


A Igreja Batista de Jerusalém foi fundada em 1925 e é uma das Igrejas Protestantes mais antigas da Cidade. Ela é filiada à Associação de Igrejas Batistas de Israel e a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos da América do Norte.

Tendo sido vítima de atos de vandalísmo por religiosos radicais, no passado, hoje a igreja desfruta de um agradável lugar de culto, construído, inclusive, com apoio de  vizinhos e sinagogas locais.

A Igreja é um espaço aberto, que hospeda cultos em línguas inglesa, russa e hebraica, coisa comum aqui em Israel.

Seu atual pastor, após trabalhar por cerca de 12 anos em Milão (Itália) e 14 em Viena (Áustria), está em Jerusalém há três anos e meio, desenvolvendo um trabalho criativo que envolve um testemunho baseado em relações de amizade e atividades desportivas.

Em minha pesquisa para conhecer um pouco mais da realidade da Igreja em Israel o pastor All Nucciarone me recebeu com muito boa vontade para a entrevista que vocês passam a ver, abaixo, aliás, minha primeira entrevista em Inglês.


Naturalmente, até por ser a primeira entrevista em Inglês, estava um pouco nervoso e inseguro, mas creio que a entrevista está clara e que vocês poderão entender bem e com clareza as perguntas e respostas.

Lamento o fato de ainda não ter aprendido a colocar as legendas de tradução, mas logo estarão aí e nas próximas entrevistas que farei.

Obrigado pelo apoio de todos e assistam a segunda parte da entrevista:


Interview with Dr. All Nucciarone, pastor of the Baptist Church of Jerusalem
 
The Baptist Church of Jerusalem was organized in 1925 and is one of the oldest Protestant Churches in the city. It's affiliated to the Association of Baptist Churches of Israel and to the Southern Baptist Convention of the USA.
 
The building of the Baptist Church of Jerusalem has been vandalized by religious fanatics in the past but nowadays the church owns a pleasant property in which the services are held. The building has been built also with the support of neighbors and local synagogues.
 
The church also hosts services in various languages (which is a common thing in Israel): English, Russian and Hebrew. It's current pastor, after being a minister for about 12 years in Milan, Italy, and 14 in Vienna, Austria, has been ministering in Jerusalem for three and a half years, developing a creative ministry that includes sport activities which promotes friendship and good relations with people from diverse walks of life.
 
During my research to better understand the presence and reality of the church in Israel, pastor All Nucciarone has welcomed me with open arms for the interview that you may watch, posted above. 
 
This is my first interview in English. Obviously, for this reason, I was a bit nervous and insecure but I'm sure the interview is quite clear since the questions and answers are easy to understand.

I'm in the process of learning how to include subtitles in the interview videos. Hopefully pretty soon this feature will be available too.
 
Thank you for all your support.
 
Translation: Jean Herdy Iguatemy

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Shavu'ot entre os Judeus Messiânicos em Yad HaShmonah


Soube, de última hora, na Igreja Batista de Jerusalém, que haveria um grande encontro de Judeus Messiânicos (judeus que creem que Jesus é o Messias) em um aprazível lugar chamado Yad HaShmonah, nome foi dado pelos colonos fundadores à memória de oito refugiados judeus que fugiram da Áustria e Finlândia em 1938 e que foram devolvidos pelos finlandeses à Gestapo em Novembro de 1942. Foi um momento em que o governo finlandês colaborou com a Alemanha nazista em oposição à União Soviética, numa tentativa de recuperar a região da Carélia, que Stalin tinha tomado da Finlândia na "Guerra de Inverno" de 1939/40.

Este lugar dá espaço à uma celebração anual, sempre durante a festa de Shavu'ot, para Judeus Messiânicos de todo o Israel e de outros lugares do mundo. Além disso, estrangeiros se agregam a eles para participar desta grande festa de comunhão, louvor e integração nesta importante data em que celebramos, também, o Pentecostes (o texto em hebraico na foto acima, é de Atos dos Apóstolos 2.1)


Como não poderia deixar de ser, um evento bem cosmopolita, onde conheci alguns brasileiros de origem judaica que vivem aqui já alguns anos e lideram  congregações e grupos messiânicos.

O Movimento Messiânico em Israel tem tomado força nestes últimos tempos e saiu do zero, praticamente, a um grupo de cerca de vinte mil pessoas nestas últimas décadas. Um trabalho que merece nossas orações, pois as dificulades que estes irmãos encontram são grandes, ainda que sob a égide de um estado democrático.

Este é mais um aspecto da vida da Igreja em Israel, lugar em que tudo começou há dois mil anos.

Abaixo, imagens e testemunhos sobre a festa.


Shavu'ot with Messianic Jews at Yad HaShmonah

It was brought to my knowledge thru the Baptist Church of Jerusalem that a gathering of Messianic Jews (Jews who believe that Jesus is the Jewish Messiah) was going to take place in a location called Yad HaShmonah, a name that was given to that place by settler-founders in memory of eight Jewish refugees who fled Austria and Finland in 1938 and who were returned by the Finlands to Gestapo in November, 1942. It was a time in history when the Finland government worked in collaboration with the Nazi Germany in oposition to the Soviet Union in order to regain the control of the Carelia region (Stalin had taken control of that region during "The Winter War" in 1939/40).

There is an annual celebration in Yad HaShmonah during the Shavu'ot festivities, attended by Messianic Jews from all over the world. Besides that, foreigners join them in this celebration that is characterized by communion and friendship. It's also in this very date that we celebrate "The Pentecost" (the hebrew quote in the picture above is from the Book of Acts 2.1).

As it happens in a very cosmopolitan event like this, I met some Brazilians with Jewish origins who have been living here for several years and who are also leaders of religious congregations and messianic groups.

The Messianic Judaism in Israel started many years ago with a few participants and it has been growing significantly throughout the last two decades to about twenty thousand members. It's a ministry that should be in our prayers given the struggles that its participants face despite the fact that Israel is a democratic government. 

This is yet another aspect of the Church in Israel, where it has its very origins dated from two thousand years ago. Please see photos and testimonies below regarding this religious festival.

Translation: Jean Herdy Iguatemy


segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Dia de Jerusalém - Jerusalem Day

 
Nesta última Quarta-feira (01.06) perdi um evento aqui em Jerusalém que não poderia ter perdido, mas como ainda não conheço o calendário da cidade só fiquei sabendo à noite, após o encerramento dos principais acontecimentos.

Trata-se da celebração da retomada e reunificação de Jerusalém Oriental pelas tropas do Exército de Israel em 1967, na famosa Guerra dos Seis Dias.

Neste ano, como não poderia deixar de ser, rolou muitas pedradras e prisões, além de discussões, não somente entre palestinos e judeus, como também entre judeus de direita e de esquerda que se acusavam, mutuamente, de fascistas e traidores, neste caso "fascistas" os de direita que sonham, ainda, com a restauração do Grande Israel dos Reis David e Salomão, há três mil anos, jogando os palestinos não sei para onde, e "traidores" os de esquerda, que são favoráveis a concessões para a criação de um estado palestino.

Segundo o Porta Voz da Polícia Micky Rosenfeld, citado pela Agência francesa AFP, mais de quarenta mil israelitas, na sua maioria formada por jovens provenientes de todo o país, participaram do desfile que começou no bairro palestino de Cheikh Jarrah.

No trajeto do cortejo que termina à entrada do Portão de Damasco, os comerciantes palestinos fecharam suas portas para evitar maiores confrontos e problemas.

A forte presença de um contingente de três mil policiais impediu maiores problemas, mas mesmo assim, 24 pessoas foram presas.

Diante do Knesset, na própria Quarta-feira, o Primeiro Ministro, Benjamim Netanyahu, voltou a afirmar a indivisibilidade de Jerusalém e disse mais: "a nossa geração libertou Jerusalém e hoje estamos a construí-la. Decerto que a nova geração vai continuar a construir e Jerusalém vai tornar-se numa cidade internacional da qual nos vamos orgulhar".

Mesmo com toda a pressão internacional, parece que este é um problema sem qualquer indício de solução no horizonte próximo.

Vamos esperar os próximos capítulos!


Last Wednesday (June 1st) I missed an event here, in Jerusalem, which I regret so badly not being able to attend to. However, I'm still getting acquainted to the local calendar and, when the main celebrations of it came to my knowledge, it was already late in the day.

I'm referring to the celebrations regarding the repossession of Jerusalem (and Jerusalem reunited), which happened when israeli troops repossessed the Eastern Jerusalem during the well-known Six-Day War in 1967.

During the celebrations this year, as it usually happens every year, throwing of stones and people being arrested on the streets was a common sight to see, besides the quarrels not only between palestinians and jews but also between left wing and right wing jews who blame their counterparts of being fascist and traitors. In this case, the "fascist" ones being the right wing jews who still aim for the restoration of the Great Israel of Kings David and Solomon, getting rid of the Palestinians three thousand years ago; the "traitors" being the left wing jews who are for the concessions regarding the creation of the Palestinian State.

According to Micky Rosenfeld, the speaker for the Police, quoted by the French Agency AFP, more than 40 thousand israeli people, in its majority being the youth gathered from all corners of the country, joined the parade that started in the Palestine neighborhood of Cheikh Jarrah.
The parade had its final destination at the entrance of the Damascus Gate and Palestine merchants shut down their business to avoid confrontation.

Although the presence of more than 3 thousand policeman made possible a less-troublesome event, still 24 people were arrested.

On that very same Wednesday, the Prime Minister Benjamin Netanyahu stated again that Jerusalem is indivisible, adding: "our generation liberated Jerusalem and we are in the process of rebuilding it. The new generation will carry on this task and eventually Jerusalem will become and international city, the pride of all of us".
Despite all the pressure worldwide regarding this issue, it seems that this is a problem with no aparent solution anytime soon. Let us stay tuned for the next episodes!


Tradução: Jean Herdy Iguatemy

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mútua ajuda


Nestes tempos de "autoajuda" é sempre bom estar onde as pessoas se encontram para apoio recíproco, especialmente em um lugar estranho e significativamente diferente de seus lugares de origem.
Foi o que aconteceu, na semana passada, em uma simpática "Igreja dos Nazarenos" na região do Monte das Oliveiras aqui em Jerusalém.
Pastores e líderes de diferentes denominações e posicionamentos teológicos reuniram-se, não para um debate doutrinário, mas para um gostoso café da manhã, onde, claro, não poderia faltar uma boa pasta de grão de bico, aqui chamada de "homus".
Trata-se de uma reunião mensal, promovida com o objetivo de desenvolver relacionamentos, dar apoio e cultivar comunhão entre pastores e líderes de igrejas na Terra Santa. Para quem já esteve sozinho em um lugar de cultura diferente da sua, sabe o valor destes encontros.
Especialmente para aqueles que são solteiros, ou estão longe de seus familiares, estes momentos são um verdadeiro bálsamo para o alívio do cansaço e renovação das forças.
Como bem lembrou um dos presentes à reunião: "hineh mah-tov umah-na'ym shebet ahim gam-yahad" ("Eis que bom e agradável é que os irmãos vivam em comunhão" - Salmo 133.1).

domingo, 22 de maio de 2011

100 anos de trabalho Batista em Israel



No final da semana passada tive o privilégio, a convite do Pr. Al Nucciarone da Igreja Batista de Jerusalém, de participar das celebrações pelos 100 anos de trabalho Batista em Israel, na Cidade de Nazaré, onde o trabalho começou.

As celebrações tiveram início com um almoço no Colégio Batista de Nazaré, uma grande e importante escola na história recente de Israel, especialmente naquela região.


Depois, fomos para o Hotel Golden Crown, cujos fundos dão para o Vale de Jezreel, onde participamos, por dois dias, de conferências sobre a história da Igreja Batista em Israel.

Foi um encontro alegre e edificante onde tivemos a oportunidade de ouvir e conhecer líderes de igrejas locais e também alguns líderes internacionais, que representavam vários órgãos da denominação.


Como eu era o único brasileiro e pastor Batista, fui tratado como se fosse representante de nossa denominação no Brasil, até em razão da força dos batistas brasileiros no cenário mundial.


Por este motivo, em minhas entrevistas finais, todos os líderes deram uma palavra dirigindo-se aos batistas brasileiros no sentido de orarem e se juntarem aos desafios e apoio à igreja em Israel e a evangelização desta parte tão carente do evangelho, mas onde tudo começou. Aliás, esta foi uma emoção extra: estar exatamente na região onde Jesus foi criado, viveu a maior parte de Sua vida e onde deu início ao Seu ministério.

Ao final do encontro, perguntei a alguns líderes sobre o significado daquele momento e quais as expectativas para a Igreja Batista em Israel para os próximos anos.

Infelizmente, não domino todos os recursos que estou utilizando. Sendo assim, vocês ouvirão os testemunhos em inglês, mesmo.

Que seja estímulo para que vocês aprendam esta língua tão importante em nossos dias.

Grande abraço



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Igreja "underground" em Jerusalém


O "underground" aqui tem um sentido figurativo, naturalmente, pois em Israel os cristãos desfrutam de liberdade para cultuar e até mesmo possuir um local público de adoração e comunhão. Portanto, o signifcado da palavra inglesa que tem uma conotação de algo "subterrâneo" ou "clandestino", aqui neste contexto é somente para dizer que trata-se de um grupo que se reune nos porões de uma antiga igreja em Jerusalém.


 Depois de passar muitos anos fechado este prédio se abriu, ou parte dele, para receber um grupo liderado pelo Pr. Tony, de origem judaico-inglesa, ligado à uma instituição estrangeira. Um grupo formado por várias nacionalidades, mas com um peso maior de imigrantes russos, daí a tradução para esta língua no vídeo abaixo.

Partor Tony faz um trabalho com Judeus Messiânicos, como são chamados os judeus que creem em Jesus como Messias e em sua congregação podemos encontrar alguns destes.

É um grupo pequeno, mas alegre e festivo.



Porém, as dificuldades são várias, pois este é um trabalho que sofre forte resistência. Não é incomum sofrerem algum tipo de agressão física, ameaças e terem seus imóveis de alguma forma danificados.

Orem por estes irmãos e o Pr. Tony.

Grande abraço




terça-feira, 17 de maio de 2011

Caminhada em Qumran


Foi uma maravilhosa experiência no feriado do Dia da Independência de Israel (Yom Há’atzmaut), conhecer a região de Qumran, local de uma das mais importantes descobertas  arqueológicas do Século XX. Ali foram encontrados os famosos pergaminhos do Mar Morto que trouxeram novas luzes aos estudos bíblicos, especialmente do Antigo Testamento.



Fizemos uma caminhada que começou já quase no final da tarde e andamos durante cerca de uma hora até o local desejado.

Éramos um grupo pequeno (dez adultos e uma criança), mas bem diversificado (americanos, romena, inglês, sul coreana, chechena, nigerianas e um brasileiro... eu).


O sol ainda estava ardente, mas o vento constante ajudou a tornar a caminhada agradável e pouco cansativa (pelo menos para a maioria).


Como se tratava de uma caminhada no deserto, fiquei preocupado, pois nunca havia feito esta experiência, por mais acostumado que estivesse à exercícios deste tipo.



Entretanto, caminhamos quase todo o tempo em terreno mais ou menos plano, com poucos acidentes. Para quem está se acostumando às escaladas no Rio de Janeiro, diria que foi uma caminhada nível 1 de dificuldade.


Pelo meio do caminho, aproveitamos para contemplar a paisagem, bem diferente das que estamos acostumados a ver no Brasil, inclusive com direito a apreciar dois grupos de dromedários.

Espero que vocês gostem do vídeo que fiz abaixo que foi prejudicado, bastante, pela intensidade do vento que batia. Quanto à explicação em inglês por parte de nosso guia (Pr. Tony), vou ficar devendo a legenda, pois ainda não aprendi a fazer isso. Vocês sabem que ainda estou engatinhando nestas “ciências da computação e informação”.

Grande abraço a todos.